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Papa: o Natal é uma festa capaz de remover as barreiras da indiferença

Santo Padre recebeu organizadores do concerto de Natal no Vaticano, que será em prol de crianças da República Democrática do Congo e da Argentina

A 25ª edição do Concerto de Natal no Vaticano, neste sábado, 16, recolherá fundos para ajudar projetos educativos envolvendo crianças da República Democrática do Congo e da Argentina. Cerca de 180 artistas e organizadores do evento foram recebidos pelo Papa Francisco nesta sexta-feira, 15, ocasião em que o Papa manifestou seu agradecimento e apreço pelo trabalho desenvolvido.

O empenho dos organizadores e aqueles que assistirão ao concerto – disse Francisco agradecido – é uma demonstração de “sensibilidade às necessidades” daqueles que mais precisam de ajuda e solidariedade.

“O Natal é uma festa sentida, participada, capaz de aquecer os corações mais frios, de remover as barreiras da indiferença em relação ao próximo, de encorajar à abertura ao outro e ao dom gratuito. Porque também hoje há a necessidade de difundir a mensagem de paz e de fraternidade precisamente no Natal; existe a necessidade de representar este acontecimento exprimindo os sentimentos autênticos que o animam”.

E a arte – enfatizou o Papa –“é um formidável meio para abrir as portas da mente e do coração ao verdadeiro significado do Natal”.

O Santo Padre acrescentou ainda que a criatividade e a genialidade dos artistas com as suas obras, também com a música e o canto, “conseguem chegar aos registros mais íntimos da consciência”.

Ao concluir concedendo a sua benção, Francisco fez votos de que o Concerto de Natal no Vaticano “possa ser uma ocasião para semear a ternura, a paz e a acolhida, que brotam da gruta de Belém”.

O evento que será realizado na Sala Paulo VI tem o apoio da Congregação para a Educação Católica.

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Exorcismo. Saiba o que é ?

Exorcismo vem de uma palavra grega EXORKIZEIN que significa conjurar.

O Exorcismo é um sacramental. Em geral ele é realizado dentro de uma celebração litúrgica, onde sua essência é a conjuração ao Demônio, isso é, o ato de ORDENAR ao Demônio que se retire do corpo da pessoa possuída em Nome de Jesus, e pela “autoridade espiritual” da Igreja.

Voltaram alegres os setenta e dois, dizendo: Senhor, até os Demônios se nos submetem em Teu Nome!” (Lc 10,17)

Exorcismo é dogma de fé que o demônio existe e pode agir sobre o ser humano. O Catecismo da Igreja diz que: “Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja veem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus… mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.” (§391). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44). Jesus o chama de “homicida desde o princípio” (Jo 8,44). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,9), disse São João.

A Igreja ensina que o demônio pode possuir uma pessoa, assumir o comando de suas faculdades; e para isso tem o Rito do Exorcismo para expulsá-lo. Jesus realizou muitos exorcismos: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). É de Jesus que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar.

Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto sejam protegidos contra a influência do maligno e subtraídos a seu domínio, fala-se de exorcismo.

O que diz o catecismo da Igreja sobre Exorcismo?

Como defender-se do demônio

Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um exorcismo sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás.

O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo “só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do Bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. É importante, pois, assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença mental.

A Congregação da Fé do Vaticano, em 24.09.1985, deu uma Instrução sobre o Exorcismo, onde lembra o seguinte:

1. O cânon 1172 do Código de Direito Canônico declara que a ninguém é lícito proferir exorcismo sobre pessoas possessas, a não ser que o Ordinário do lugar tenha concedido peculiar e explícita licença para tanto (1º). Determina também que esta licença só pode ser concedida pelo Ordinário do lugar a um presbítero dotado de piedade, sabedoria, prudência e integridade de vida.

2. Não é lícito aos fiéis cristãos utilizar a fórmula de exorcismo contra Satanás e os anjos apóstatas, contida no Rito que foi publicado por ordem do Sumo Pontífice Leão XIII; muito menos lhes é lícito aplicar o texto inteiro deste exorcismo

A possessão

Quando ocorre, a possessão deve ser tratada de forma confidencial, dentro de uma sala e com familiares. Pela intensidade, a pessoa pode se bater, se machucar e sair com hematomas. Durante o ritual, padre e intercessores são munidos de texto bíblico, orações espontâneas, crucifixos, terços e água benta. Geralmente, explica o padre Vanilson, o espírito do mal toma o corpo de quem trabalha com rituais satânicos.

“Lidamos diariamente com casos de opressão, que é quando o mal atormenta a pessoa. Ele não está necessariamente nela, mas a influencia”, esclarece o pároco, que admite ter sido tentado pelo demônio: “Todos somos”. Com ele, como relata, a tentação costuma ocorrer à noite com perturbação na hora de dormir, sonhos pavorosos, pesadelos, sensação de arrepio e de algo ou alguém o seguindo.

Possessão demoníaca, no entanto, é rara. Há três anos à frente do papel no Distrito Federal, padre Vanilson lembra de apenas dois casos comprovados. “Em um, fomos bem-sucedidos. O outro está em processo. Funciona como na Medicina: Quanto mais cedo se descobre, mais fácil é a libertação”, explica.

A mulher libertada sofreu por mais de 30 anos. Tinha muita força, olhos virados e voz alterada. Ela saía de si quando começavam a rezar e só retomava a consciência horas mais tarde, machucada, sem lembrar de nada. A libertação ocorreu em um único dia.

Pe. Vanilson, único religioso católico de Brasília autorizado pelo Papa Francisco a expulsar demônios.

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Todos os santos

Dia de todos os santos

Hoje, na solenidade de todos os santos, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

No Apocalipse, São João teve esta visão: “E vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as gentes e tribos e povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e palmas nas mãos” (Ap 7,14)…” A Igreja já canonizou mais de vinte mil santos, mas há certamente muito mais que esse número.

Na Santa Missa desse dia a Igreja propõe a leitura do Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5), pois elas espelham a vida dos santos: os pobres de espírito, os mansos, os que sofrem, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça e  todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa e da humilhação. Os que colocam toda a sua confiança em Deus e sabem que sozinhos nada podem.

Os santos são a força mais poderosa da Igreja, foram eles que levaram a evangelização até os confins da terra; sofreram os martírios, esvaziaram-se de si mesmos para em tudo fazer a vontade de Deus.

O Papa João Paulo disse certa vez que “a santidade é a força mais poderosa para levar os homens a Cristo”. A História da Igreja confirma essas palavras; mesmo sem usar um rádio, tv ou internet, os grandes santos abalaram o mundo com suas vidas; assim foi, por exemplo, Santo Antão no deserto do Egito; São Francisco na Itália, Santa Teresa de Ávila na Espanha, Santo Estevão na Hungria, Santa Isabel em Portugal, Santa Teresinha e Santa Joana D´Arc na França e Santo Frei Galvão no Brasil. João Paulo II disse que “a Igreja não precisa de reformadores, precisa de santos”.

Todos os batizados são chamados a serem santos, e a Igreja existe para nos levar à santidade. Ela nos oferece os meios adequados para isso: os sacramentos, a Palavra de Deus, a oração, o jejum, a esmola, etc. A Carta aos Hebreus diz que “sem a santidade ninguém pode ver o Senhor”. Por isso, muitas almas precisam passar pelo Purgatório para adquirir a santidade plena para entrar na comunhão com Deus.

A origem da festa de todos os santos vem desde o século IV, onde se celebrava em Antioquia festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.

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Como superar a depressão?

Existem meios eficazes para superar a depressão

Hoje, há uma forte tendência ao aparecimento da depressão e muitos são os fatores que causam essa patologia. Em qualquer caso, faz-se necessária uma ajuda terapêutica; há situações em  que é necessária a ajuda de medicamentos.

Depressão é um sintoma do nosso tempo. Pode ser que ela sempre tenha existido, contudo, recebia outros nomes e diagnósticos.

Não nos cabe aqui apresentar um relato clínico da depressão. Essa tarefa cabe a um profissional da área médica. Contudo, gostaria de conversar com você sobre a depressão a partir de uma perspectiva espiritual. É preciso deixar claro que não pretendo dizer ou afirmar que a causa do processo depressivo seja a área espiritual, mas a espiritualidade pode colaborar no processo de tratamento dessa doença.

Em que a espiritualidade influencia a nossa vida?

Somos um todo. Sabemos que o ser humano não é visto mais como um ser fragmentado. Tudo aquilo que vivenciamos produz em nosso ser uma resposta positiva ou negativa. Nesse totalitário que somos, a espiritualidade está inserida. A maneira como a vivenciamos afeta todo o nosso ser e, consequentemente, nossa vida. A fé dá sentido à nossa existência. Hoje, o ser humano tem sede de uma vivência espiritual profunda em sua vida.

Na maioria dos casos, quando alguém diz que está com depressão e é questionado sobre a sua vivência espiritual, essa pessoa diz: “Não tenho nenhuma vivência espiritual”, “Não participo de nenhuma Igreja”, “Faz muito tempo que não faço orações”, “Não tenho nenhum relacionamento com Deus”. Essas respostas são seguidas das seguintes afirmações: “Estou sentido um vazio em meu coração”, “Minha vida não tem sentido”, “Não consigo sentir Deus perto de mim”, “Ninguém gosta de mim”, “Queria morrer, porque não faria falta para ninguém”. Outras afirmações ainda presentes: “Não consigo me amar” e “Não deveria ter nascido”.

Não quero afirmar que essas respostas e afirmações de quem passa por um momento depressivo seja a causa da depressão. A raiz pode estar em outros setores da vida, os quais podemos comentar em outra ocasião.

Qual a ligação entre depressão e espiritualidade

Esse vazio interior, alegado por um grande número de pessoas depressivas, pode ser desencadeado por inúmeros fatores. Do ponto de vista espiritual, o vazio interior pode ser ocasionado pela falta da presença de Deus. E quando me refiro a essa “falta”, não estou afirmando que o Senhor não esteja junto da pessoa. Ele está sempre conosco, mas nós estamos sempre com Ele? Essa é uma grande questão espiritual que necessita de uma resposta clara e verdadeira de quem enfrenta um quadro depressivo.

A importância da intimidade com Deus

A oração abre nossa alma para percebermos a presença de Deus em nossa vida. A participação na vida de comunidade nos coloca em contato com outras pessoas que se unem a nós, para que, juntos, nos alimentemos do Pão da Palavra e da Eucaristia. A Eucaristia, o próprio Cristo, devolve-nos o sentido da vida. O relacionamento com o Senhor só é despertado em nós quando tomamos consciência de que somente Ele pode preencher o vazio que carregamos em nosso coração. Santo Agostinho já afirmava: “Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti”.

Superar o processo depressivo depende, em grande parte, da pessoa que sofre essa patologia. No entanto, a espiritualidade é uma forte aliada neste processo de superação. Afinal, no todo que somos Cristo está presente.

Padre Marcelo, que se considera curado, dá cinco lições para você não cair nas armadilhas da depressão e superá-la se ela já o atormenta. Confira!

1 “Café da manhã, almoço e jantar são sagrados, procure evitar comer sozinho. Coma sempre com a família, amigos, e nunca assistindo à televisão, pois assim acaba comendo errado.”

2 “Busque a oração individual em solidão (não isolamento) e na igreja.”

3 “Faça ginástica. Caminhe rápido por pelo menos 45 minutos. Isso provoca a liberação do hormônio do bem-estar, a endorfina. É melhor do que comer chocolate, porque não engorda.”

4 “Você tem que ter um tempo para viajar de férias por pelo menos 15 dias por ano, e sem sentir culpa. Só no décimo dia é que a gente se desliga das preocupações rotineiras.”

5 “Não deixe de dormir pelo menos oito horas por noite. A falta de sono acaba com qualquer um.”

Fonte: Canção Nova com adaptações

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Perdoar deve ser um ato do coração

Perdoar nem sempre é fácil, principalmente quando a causa da ofensa abriu profundas feridas no coração

Muitos caminham pela vida com feridas abertas há muitas décadas, e buscam a cura para a cicatrização. No entanto, quando pensam que ela ocorreu, a ferida se abre novamente e causa dores maiores que no passado. Jesus nos diz que devemos perdoar o nosso irmão setenta vezes sete, ou seja, o perdão não tem limites para ser concedido. No entanto, nossa realidade humana, frágil e pecadora, insiste em deixar que a ofensa seja maior que o perdão. Tudo isso se deve à profundidade que a mágoa causou em nossa alma. Bom mesmo seria se conseguíssemos perdoar sempre e de coração.

O perdão é um processo que precisa de nossa ajuda para que possa ser concedido de maneira plena. As causas das mágoas podem ser várias e ocorrer nas mais diversas situações, desde uma palavra mal interpretada até uma carência profunda e sem consciência. Muitos são os motivos para que as feridas abertas demorem muito tempo para serem cicatrizadas.

Quanto mais remoemos, em nosso coração, a ofensa sofrida, maior será a dificuldade de perdoar. A mágoa, que é alimentada pelo nosso coração, não é benéfica para o nosso processo de cura interior. Pelo contrário, uma mágoa que é alimentada, constantemente, pelo sentimento de revolta aumenta as dores emocionais e dificulta a processo de cicatrização de uma ferida aberta.

O desejo de vingança é bastante comum em quem sofreu uma traição. O primeiro sentimento que surge no coração de quem passa por esse processo é: “Assim como fez comigo, também farei”. Esse sentimento é sempre prejudicial, porque nunca vamos resolver um problema usando das mesmas armas que feriram nossa alma. Guerra de sentimentos produz destruição em massa do amor. A solução para os conflitos não se busca na vingança, mas sim no diálogo sincero, maduro e humano.

A paciência da espera

Também não adianta falarmos para todo mundo e espalharmos aos quatro ventos a revolta que sentimos, se nunca temos a coragem de procurar quem nos ofendeu. Palavras de revolta, quando partilhadas com todos, podem aumentar os princípios de reconciliação. São muitas as situações em que o ser humano precisa de uma plateia que aplauda suas críticas para reforçar a autoestima de que o agressor não merece perdão.

No tumulto das emoções, toda busca de reconciliação e paz será infrutífera. É preciso cultivarmos a paciência da espera. Emoções à flor da pele nunca vão nos ajudar na busca da paz. O tempo é um precioso aliado para quem deseja fazer do perdão um ponto de partida para um novo recomeço. Espere até que as ondas da fúria possam ceder lugar à serenidade das águas de um lago.

Nunca deixe de orar pela situação que você enfrenta. A oração é o alimento da alma e a paz que acalma nossos sentimentos. Busque na oração o primeiro passo para a cura de suas mágoas. Coloque tudo o que você sente nas mãos de Deus e deixe que Ele transforme o negativo de suas emoções nas flores do perdão.

Fonte: Canção Nova

Categoria : formações


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