Papa pede Igreja atenta às «necessidades dos irmãos»

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Papa pede Igreja atenta às «necessidades dos irmãos»

Francisco assinala festa da Divina Misericórdia, «pedra angular» da fé

Cidade do Vaticano, 23 abr 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que as comunidades católicas devem ser sensíveis às “necessidades dos irmãos”, com gestos de “partilha”, no dia em que se assinala a festa da Divina Misericórdia.

“A misericórdia aquece o coração e torna-o sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e a atenção. A misericórdia leva todos a ser instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração pascal do ‘Regina Coeli’.

A misericórdia, acrescentou, abre as “portas do coração” e aproxima as pessoas dos que estão sós e marginalizados, mostrando que “a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido”.

“A primeira vítima é quem vive destes sentimentos, porque se priva da sua própria dignidade”, alertou o Papa.

Francisco apresentou a misericórdia como “pedra angular” da vida de fé e como “forma concreta” de anunciar a ressurreição de Jesus, que se celebra na Páscoa.

A festa da Divina Misericórdia – celebrada anualmente no primeiro domingo depois da Páscoa – celebra-se desde o ano 2000, por iniciativa de São João Paulo II, inspirado na figura Santa Faustina Kowalska (1905-1938).

Francisco elogiou esta “bela intuição” do Papa polaco e recordou que o mesmo tema esteve no centro do último Jubileu extraordinário (dezembro 2015-novembro 2016).

Já após a oração do ‘Regina Coeli’, que no tempo pascal substitui o ângelus, o Papa recordou a beatificação mês este sábado, do sacerdote espanhol Luis Antonio Rosa Ormières, figura do século XIX que se distinguiu pelo seu serviço no campo da educação.

No final do encontro, Francisco agradeceu a todos os que lhe fizeram chegam mensagens com votos de Boa Páscoa.

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Lugar da misericórdia

Paróquia Imaculada Conceição, lugar da misericórdia do Pai

saiba-como-viver-bem-o-ano-da-misericordiaEstamos vivendo um ano diferente, um ano que nos permite ver a Igreja e o mundo de um novo ângulo e, consequentemente, nos convida a uma mudança de atitude. Em 11 de abril de 2015, vésperas do segundo Domingo da Páscoa, tradicionalmente chamado de Domingo da Divina Misericórdia, o Papa Francisco surpreendeu o mundo com a proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Desse dia até hoje, passou-se mais de um ano. Muitos, talvez, desconhecem o que significa esse Ano Santo ou, conhecendo-o, não o vivenciou e nem sabem como fazê-lo. Portanto, nesse ano extraordinário e santo, podem-nos surgir várias perguntas: O que é esse Jubileu da Misericórdia? Quais novidades ele traz? O que eu devo fazer nesse ano?

Para responder a essas e outras indagações, falaremos do Ano Santo da Misericórdia, ou Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Como citado acima, no dia 11 de abril de 2015, o Papa Francisco proclamou o Jubileu, por meio de uma Bula: “Misericordiae Vultus”, O Rosto da Misericórdia. Nessa bula ele colocava os motivos e as diretrizes que devem guiar esse ano. O ano jubilar começou no dia 8 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição, data em que também se comemora os cinquenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II e a celebração dos vinte cinco anos da publicação da Encíclica: “Dives in misericórdia”, Rico em misericórdia, de São João Paulo II. A conclusão do Jubileu será na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, no dia 20 de novembro de 2016.

O primeiro Jubileu foi proclamado pelo Papa Bonifácio VIII, em 22 de fevereiro de 1300. Ele propôs que os Jubileus fossem realizados a cada 100 anos, depois este número foi reduzido para 50 anos e hoje é realizado a cada 25 anos. O último Jubileu foi no ano de 2000, comemorando os dois mil anos da Encarnação do Senhor. Por isso que o Jubileu deste ano é chamado de extraordinário, para distingui-lo do jubileu ordinário. Essa prática é retirada da Sagrada Escritura. Em Levítico 25, 8-10, encontraremos uma norma dada ao povo de Israel de que a cada 50 anos deveria tocar uma trombeta, yôbel, de onde deriva jubileu. Nesse dia seria convocado um ano santo, no qual seriam concedidos, entre outras coisas, o perdão das dívidas e a libertação dos escravos. O lema deste Ano Jubilar é: Misericordiosos como o Pai, tirado de Lucas 6, 36s: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”. Nesse versículo encontramos dois momentos. O primeiro é ser como o Pai. É saber que o amor misericordioso do Pai é a fonte e o modelo da misericórdia que devemos praticar. Por este motivo, esse ano Jubilar nos exorta a fazer uma intensa experiência pessoal da misericórdia de Deus. No segundo momento, somos chamados a ser misericordiosos. É a misericórdia que devemos praticar com todos os homens. Essa dimensão concretiza-se, sobretudo, na prática das “obras de misericórdia”, declara Papa Francisco. Na Misericordiae Vultus, o Papa pede para que o Sacramento da Reconciliação volte a ocupar um lugar de destaque na nossa vida, pois é o lugar onde podemos tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Desse modo, o sacramento da penitência estará no centro desse Ano Jubilar. Daqui emana o sentido de o Papa instituir sacerdotes missionários da misericórdia, que possuem autoridade de perdoar, até mesmo, os pecados reservados à Sé Apostólica. Ligado ao Sacramento da Reconciliação, que perdoa e apaga os pecados, está a concessão das indulgências plenárias. Indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada. O fiel pode lucrá-la para si mesmo ou aplicá-la aos defuntos.

Para ganhar indulgência é necessário fazer algumas das obras estabelecidas pela Igreja. A principal desse Jubileu é a peregrinação para entrar pela “Porta Santa” das igrejas jubilares, que são definidas pelo bispo diocesano. A Arquidiocese de Brasília possui duas Portas Santas: na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida e no Santuário Menino Jesus de Brazlândia. Brasília ainda conta com outras duas que pertencem ao Ordinariado Militar: na Catedral Militar Rainha da Paz e no Santuário da Mãe Rainha de Schoenstatt. Para ganhar a indulgência, além de realizar a obra indulgenciada, o fiel deverá receber o Sacramento da Penitência e comungar com as devidas disposições no dia em que se realiza a obra indicada, ou cerca de oito dias antes ou depois. Deve-se rezar o Credo e rezar pelo Papa e suas intenções, fazendo também alguma oração, um Pai-nosso e uma Ave-Maria.
Para vivermos bem esse Ano Santo, o Papa Francisco nos recomenda a prática das obras de misericórdia, que ao todo são 14. Elas se dividem em duas categorias: as corporais e as espirituais.

A partir do Evangelho de Mateus 25, 31-36, a Igreja nos apresentada as sete obras de misericórdia corporais, são elas:

1) Dar de comer a quem tem fome
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Assistir os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos

A Igreja recolheu de outros textos que se encontram na Sagrada Escritura e nas próprias atitudes e ensinamentos de Jesus Cristo as obras de misericórdia espirituais, são elas:

1) Dar bom conselho
2) Ensinar os ignorantes
3) Corrigir os que erram
4) Consolar os aflitos
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos

O Papa Francisco diz na sua Bula que o efeito das obras de misericórdia não se dá apenas naqueles que a recebem, mas, também, naqueles que as praticam. A prática das Obras de misericórdia comunica graças a quem as exerce. Porque é com base nessas obras que seremos julgados, pois todos nós seremos julgados no amor: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7). Por outro lado, as Obras de misericórdia nos vão tornando mais parecidos com Jesus, que nos ensinou na prática como deve ser a nossa atitude para com os nossos irmãos.

Portanto, ainda há tempo! Tempo de vivermos esse ano propício à conversão e desfrutarmos da misericórdia divina. A Igreja, por meio do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, nos convida a viver esse ano jubilar santamente, tendo diante de nós a misericórdia do Pai, manifestada em Cristo, e a misericórdia para com o irmão que está no nosso lado. Esse é um tempo favorável para contemplar a misericórdia divina que ultrapassa qualquer limite humano. Por isso, façamos, também, esta oração do Ano Santo da Misericórdia, para que nos dê ânimo e seja o cerne da nossa vida:

Senhor Jesus Cristo,
Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste,
e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele.
Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;
a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura;
fez Pedro chorar depois da traição,
e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.
Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:
Se tu conhecesses o dom de Deus!
Vós sois o rosto visível do Pai invisível,
do Deus que manifesta sua onipotência, sobretudo com o perdão e a misericórdia:
fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.
Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza
para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro:
fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.
Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção
para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor
e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem
proclamar aos cativos e oprimidos a libertação
e aos cegos restaurar a vista.
Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia,
a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amém.

Categoria : formações


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