Primeiro Círculo de Formação Política em Brasília

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Primeiro Círculo de Formação Política em Brasília

Primeiro  Círculo de Formação Política será sobre os desafios do mundo do trabalho no século XXI e a Doutrina Social da Igreja

Da Redação, com Arquidiocese de Brasília

As inscrições para o primeiro Círculo de Formação Política da Arquidiocese de Brasília estão abertas. O primeiro encontro será no próximo dia 31 e terá a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho.

As inscrições são feitas pelo site npf.arquidiocesedebrasilia.org.br . O evento será na Faculdade de Teologia da Arquidiocese (914 Sul) a partir das 19h30. Os 100 primeiros inscritos participarão presencialmente do evento. Também haverá transmissão ao vivo pelas redes sociais da Arquidiocese de Brasília e do Núcleo Política e Formação.

O tema desse primeiro círculo será “Desafios do mundo do trabalho no século XXI e a Doutrina Social da Igreja”. Gandra aprofundará aspectos da nova lei trabalhista, aprovada em julho.

Círculos de Formação sobre Política e Fé

Os círculos de formação são promovidos pelo Núcleo Política e Formação (NPF). Criado no fim de 2016 a pedido do Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o núcleo surgiu de uma necessidade explicitada no Plano Pastoral 2016-2019 da Arquidiocese: aprofundar a formação sobre fé e política.

Em parceria com a Faculdade de Teologia, serão realizados mais três círculos de formação política até o fim deste ano: Água e bioma do cerrado (21/09), O poder político – Câmara Legislativa e suas funções (26/10), Política e Cristianismo (29/11).

Sobre o palestrante

Ives Gandra da Silva Martins Filho é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (1981), mestre em Direito pela Universidade de Brasília (1991) e doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2014). É ministro do Tribunal Superior do Trabalho desde 14 de outubro de 1999. Foi Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho no período de 5 de março de 2013 a 26 de fevereiro de 2014. É membro da Academia Nacional de Direito do Trabalho e da Academia Paulista de Magistrados.

Faça sua inscrição: http://npf.arquidiocesedebrasilia.org.br/2017/08/14/primeiro-circulo-de-formacao-politica-faca-sua-inscricao/#

Fonte: arquidiocesedebrasilia.org.br

 

Categoria : informações


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Ser profeta e não perder a esperança

Precisamos assumir a nossa missão de profetizar em nome de Jesus, de trazer vida onde está a morte

Vamos partilhar a Palavra de Ezequiel 37,1-10, para nos dizer que precisamos ser profetas da Palavra de Deus e de seus milagres, viver sem perder a esperança.

A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos. Ele fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos. Disse-me o Senhor: filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida? Senhor Javé, respondi, só vós o sabeis. Ele disse-me então: Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, dir-lhes-ás tu, escutai a palavra do Senhor: Eis o que vos declara o Senhor Javé: vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver. Porei em vós músculos, farei vir carne sobre vós, cobrir-vos-ei de pele; depois farei entrar em vós o sopro da vida, a fim de que revivais. E sabereis assim que eu sou o Senhor. Profetizei, pois, assim como tinha recebido ordem. No momento em que comecei, um barulho se fez ouvir, em seguida um ruído ensurdecedor, enquanto os ossos se vinham unir aos outros. Prestando atenção, vi que se formavam sobre eles músculos, que nascia neles carne e que uma pele os recobria. Todavia, não tinham espírito. Profetiza ao espírito, disse-me o Senhor, profetiza, filho do homem, e dirige-te ao espírito: eis o que diz o Senhor Javé: vem, espírito, dos quatro cantos do céu, sopra sobre esses mortos para que revivam. Proferi o oráculo que ele me havia ditado, e daí a pouco o espírito penetrou neles. Retornando à vida, eles se levantaram sobre seus pés: um grande, um imenso exército.”

Nós estamos diante do profeta Ezequiel, um homem que foi dócil àquilo que hoje mais precisamos viver na nossa Igreja, que é sermos verdadeiros profetas. Precisamos ter coragem de profetizar na vida dos nossos irmãos e na nossa.

Na frente de Ezequiel tinha apenas ossos, não tinha vida, aparentemente esta visão é assustadora, ossos e silêncio, ali a morte era predominante e não havia esperança. Mas o profeta é convidado a andar em meio a esses ossos para comprovar que ali não tinha vida, somente ossos ressequidos. Esta visão é aplicada ao povo de Israel que estavam como cadáveres, porque era um povo que tinha vivido no exílio e precisava ser ressuscitado. O profeta precisava mostrar ao povo que a esperança não tinha morrido.

O problema da nossa humanidade é a falta de esperança, as pessoas a estão perdendo e perdendo a esperança se perde a fé e a alegria. Não estamos dizendo para vivermos só a glória, porque problemas sempre o teremos, mas precisamos ter esperança. Não perca a esperança e eu profetizo na sua vida, a partir de hoje uma vida nova e cheia de esperança.

O profeta foi fiel e dócil a Palavra de Deus e nós também precisamos ser dóceis, termos coragem de profetizar sobre as nossas casas. Então se na sua casa existe pessoas ressequidas, profetize Palavras de benção sobre esta pessoa, chega de palavras de maldição.

No combate que vivemos, o inimigo quer fazer-nos viver a covardia, o respeito humano, mas hoje, nesse tempo precisamos profetizar a verdade e recomeçar, não contemplando o passado, mas viver a esperança hoje. O grande problema é que muitas vezes estamos sentados e precisamos ir a luta, não podemos querer as coisas prontas.

Para que aqueles ossos ressuscitassem, foi preciso que profeta profetizasse sobre eles. Os seus problemas não vão acabar, mas basta que você peça o Espírito Santo e viva de verdade da fé, seja católico praticante e fervoroso.

Nós precisamos viver um profetismo fervoroso sim, não sem dificuldades. É mentiroso aquele que lhe oferecer um catolicismo sem sofrimento. Precisamos ser de Deus, profetizando, sendo dóceis a escuta da vontade do Senhor. Os barulhos e situações tem tentado calar a nossa voz.

Precisamos entrar em combate, e a nossa luta não é contra homens de carne, mas espiritual. E porque somos um povo que está se preparando para a segunda vinda do Senhor, então precisamos nos perguntar: Como estou vivendo a minha vida?

A nossa vida é uma passagem, uma páscoa, problemas sempre teremos, mas não significa que não teremos alegria, mas a nossa alegria definitiva está no céu. Para chegar lá é preciso enfrentar o bom combate. Chega de ficarmos calados.

Nós precisamos recomeçar, precisamos de vida nova, mas isso só vai acontecer se assumirmos Jesus Cristo 100%, porque os mornos serão vomitados. Precisamos ser quentes no Espírito Santo, e mesmo que os problemas vierem bater à nossa porta, vamos olhar para Deus Pai que nos deu o seu único Filho porque nos ama.

Em nome de Jesus eu profetizo sobre a sua vida hoje uma vida nova. Mas é preciso reagir, façamos a nossa parte. Queremos que Deus faça, mas é preciso que façamos a nossa parte, viver a esperança, a alegria e voltarmos a profetizar. As armas da nossa batalha é a oração, a Palavra de Deus, a Virgem Maria, a confissão e a Eucaristia. Com certeza estas armas nos darão a vitória. Por maior que seja o seu problema Deus é muito maior, basta que você viva esta esperança com determinação. Vamos a luta! Viver estas práticas de oração diária. Assuma a Palavra de Deus e tenha esperança.

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Quem é Deus para você?

Você sabe quem é Deus ? Provavelmente já vez esse pergunta para você: Quem é Deus ?

DeusUma vez foi feita uma pesquisa na internet para se saber qual a pergunta que as pessoas mais queriam ter a resposta. E a pergunta que ganhou foi esta: “Quem é Deus?”

A grande maioria das pessoas acreditam em Deus, pois não há como explicar a nossa beleza e existência, a perfeição do ser humano, e de todos os seres belos e encantadores como o cosmo, as estrelas, as flores, os pássaros, as crianças, e toda a ordem da natureza. Não há como explicar tudo isso sem Deus. Mas quem é Deus para você?

Há muitas falsas imagens de Deus. Para uns pode ser um “pronto-socorro” onde se corre nas horas de sofrimento. Para outros pode ser um “super mercado”, onde se pode suprir as suas necessidades materiais; ou quem sabe uma farmácia para buscar o remédio da dor. Para outros pode ser o carrasco o me espera em cada esquina para o castigar por causa de cada erro; para outros pode ser um grande relojoeiro que montou todo o mundo e o pôs a funcionar, mas o abandonou à própria sorte. Para outros pode ser um juiz severo, ou um ser desconhecido.

Alguém me disse esses dias que Deus é como o açúcar que a gente põe no café, mas que não vê, mas que se falta, fica amargo.
É verdade, sem Deus a vida fica amarga, triste, ficamos impotentes diante das dificuldades da vida. Ele pode ser visto também como a onde eletromagnética que traz a voz e a imagem de alguém, mas que a gente não vê; e se a onde não for captada pelo receptor, não gera som e imagem. Deus pode ser também comparado com a luz que vem do Sol até nós, atravessa milhões de kms para nos aquecer, iluminar, fazer germinar o grão e acontecer a fotossíntese que dá vida às vegetais.
Mas, além das alegorias, felizmente o próprio Deus veio a nós, se fez um de nós, “armou a sua tenda entre nós”, se fez homem para dizer-nos quem Ele é. Jesus nos revelou quem é Deus no seu Rosto e na sua Vida. Ele mostrou que é Deus pelos milagres. Diz a Carta aos hebreus que Ele é “o esplendor da glória de Deus e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder de sua palavra” (Hb 1,3).
São Paulo disse que “Nele habita toda a plenitude da divindade” (Cl 1,19). E São João disse que “Ele é o Verbo que está em Deus e que é Deus” (Jo 1,1). Então, Jesus, Deus, nos revela Deus. Como? No seu amor por nós, socorrendo pobres, doentes e aleijados, curando a todos que a Ele se achegavam; disposto a morrer numa cruz para que pudéssemos voltar para Deus; por sua humildade ao se fazer homem, nascido numa gruta fria, escravo, vendido por 30 moedas… Então, Ele revelou: “Deus é amor!”
Mas Ele disse também que Deus é nosso Pai. Viveu para fazer a vontade do Seu Pai. Disse a seus discípulos que “seu alimento era fazer a vontade do Pai” (Jo 4,4). Já aos doze anos fugiu dos seus pais para ficar na casa do seu Pai. Então, Ele revelou:

“Deus é Pai”. Pai-nosso, de todos nós. E nos ensinou a ousadia de chama-lo de Pai.

Jesus nos revelou também que Deus não é solitário; não; Ele é uma Família. O Pai que gera o Filho desde toda a eternidade, sem começo; e de ambos procede o Espírito Santo. É um mistério que a mente humana não pode compreender, porque tudo de Deus supera nossa compreensão. Mas, então, Deus é uma Família de amor; não três deuses, mas um só Deus existente em Três pessoas divinas; Três Infinitos que se fundem num só. O amor infinito que há em Deus une perfeitamente as Pessoas divinas. É a Unidade na Divindade, e a Divindade na Unidade.

Quando Ele enviou o Seu Anjo para dizer a Maria que ela o conceberia por obra do Espírito Santo, este disse a Sua Mãe que “para Deus nada é impossível!”. Isto quer dizer que Deus é Infinito em tudo: onisciente (sabe tudo), onipresente (está em toda parte); onipotente (pode tudo). Ele está fora do tempo e do espaço; para Ele não existe ontem e amanhã; Ele é “um instante que não passa!”, disse Karl Ranner.

Mas, então, não dá para entender Deus? Não dá mesmo; porque o Oceano não cabe num copo; Sua sabedoria não cabe em nossa mente; em tudo Ele supera a nossa compreensão. Santo Agostinho disse que “Ele não pode e não deve ser compreendido, mas adorado”. Se nós o compreendêssemos ele seria um deus falso, muito pequeno, limitado, criatura e não criador. Um deus que cabe na nossa cabeça não é Deus. Ele se apresentou a Moisés como “Aquele que É”, isto quer dizer: “Aquele que existe por Si mesmo”, que não teve um criador, que não depende de ninguém para existir; é eterno, sem princípio e sem fim. De fato, Deus é inefável, incompreensível, mas é nosso Pai e é amor; fique em paz, não se angustie por isso. Se não fosse assim, não seria Deus, mas apenas um deus.

Quanto mais tivermos dificuldade para entendê-Lo, tanto mais podemos estar certos de estar crendo no Deus verdadeiro, que não pode ser apreendido pela nossa humanidade. Caso contrário Ele não seria Deus.

Então, como devemos ter Deus em nossa vida? Como um Pai amoroso, insuperável, que nos corrige porque nos ama e que nos ouve em toda parte e a todo momento. Nossa relação com Ele só pode ser como era a relação de Jesus com Ele; Pai e Filho, num permanente colóquio de amor. Meu Pai, meu Abbá, meu paizinho!

Prof. Felipe Aquino

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Uma vida movida pela fé e conduzida pelo Espírito

Uma vida movida pela fé e conduzida pelo Espírito é uma vida que dá frutos

Temos de nos preparar para viver de forma santa, para utilizar os dons e carismas que o Espírito Santo nos dá.

O Evangelho de São João 15,16-17, diz: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”

amoraFomos escolhidos por Deus para viver em diversas áreas, como ser pai, ser mãe, ser sacerdote. No começo, os frutos podem não ser tão exigentes, mas, ainda assim, temos de produzir frutos como uma árvore os produz. Uma laranjeira produz laranjas, mas temos de descobrir que tipo de árvores somos, para produzir os frutos certos. Nós somos um tipo de árvore que tem livre acesso ao Pai. Assim, tudo o que pedirmos Ele nos dará. Também somos um tipo de fruto que tem como mandamento o amor.

Deus nos escolheu primeiro e, a partir dessa escolha, temos de produzir frutos. 

Sendo assim, constituídos pelo Senhor, temos que produzir frutos de amor; e quem olhar para nós precisa ver Jesus. Quem tem contato conosco precisa ter contato com uma pessoa de Deus. Somos convidados a ser assim por termos acesso ao Pai, e por termos acesso, temos de transmitir Deus. E sendo de Deus, temos de seguir esse mandamento do amor.

Temos produzido frutos de amor ou simplesmente aparentamos produzi-los, mas no seu interior não há nada? Quando temos nosso contato com Deus, as pessoas querem nos abrir e esperam que tenhamos amor, mas não temos nada.

Temos como condição para conduzir bons frutos uma vida movida pela fé e conduzida pelo Espírito. Não é qualquer fé, mas aquela de expectativa, que é dom do Espírito Santo. A fé de expectativa é o tipo que ninguém acredita, mas, por termos uma confiança em Deus tão grande, acreditamos no que Ele já fez e não pelo que Ele vai fazer.

A fé daquele que confia em Deus não se perde. Mesmo que as coisas não mudem de repente, nós estamos mudados e temos disposição e garra nova para lutar nas situações.
Talvez não aconteça a mudança agora, mas temos de viver como quem já recebeu a graça. De repente, estaremos vivendo como se estivéssemos no céu. O que não podemos fazer é derrubar as palavras de bênção e de fé, trocando-as por palavras de desânimo, porque aí nos transformaremos em uma árvore morta.

Muito mais do que fazermos nossos atos, é importante deixarmos um espaço para que, livremente, o Espírito Santo faça algo em nós. Temos de Lhe dar liberdade, porque ele é quem faz os atos verdadeiros. Senão, serão apenas atos humanos, que não durarão.

O fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, diz que o dom mais simples do Espírito Santo é o de línguas, e Deus é o único que pode entendê-lo. Quando damos liberdade para o Espírito Santo falar em nós, pedimos as coisas certas para Deus. Quando pedimos com nossas palavras, às vezes pedimos mal. E para pedirmos o Espírito Santo é simples, é só pedir: “Vem!”.

Não tenha medo de que as pessoas não vão entender, o que elas vão pensar. Tenha medo das pessoas abrirem você e não ter nada, ser algo vazio ou estragado. Ore sem medo, apenas queira rezar.

Fonte: Canção Nova

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Crer, esperar e amar

Aprenda a crer, esperar e amar

Às vezes acontecem coisas em nossas vidas que nos questionam profundamente: a perda de uma pessoa querida, uma injustiça, uma doença, uma traição, a falta de emprego, etc. Podemos ter a sensação de que Deus nos abandonou ou que não encontramos sentido ou forças para seguir adiante.

crerMas são nestes momentos que a força de Deus atua mais. Precisamos voltar o nosso o olhar para Ele e vermos além, enxergar aquela luz no fim do túnel. Quem sabe esteja nos faltando crer, esperar e amar mais.

Crer nem sempre é fácil. É preciso ter valor e pedir ao Espírito Santo que nos dê a luz, especialmente nos momentos em que não enxergo bem.
Esperar também não é nada tranquilo. É muito mais fácil inquietar-se, temer ou desanimar-se do que esperar. Esperar é dar crédito.

O amor ainda mais difícil, principalmente quando somos convidar a amar incondicionalmente, inclusive aqueles que nos causam dor e sofrimento. Outro dia conheci a história de uma mãe que tem dois filhos em prisões diferentes. Ela acorda todo domingo bem cedo e passa o dia visitando-os, levando comida e carinho. De forma semelhante, mas ainda mais pleno, é o amor de Deus por nós.

Viver essas virtudes é exigente, mas são elas que nos permitem passar por qualquer situação e alcançar a felicidade plena. São como os três alicerces da vida cristã. Ser cristão é na essência isso: crer em Deus, esperar tudo dEle e querer amá-Lo e ao nosso próximo de todo o coração.

E como aprender a crer, esperar e amar? Proponho mergulharmos na experiência de um dos primeiros cristãos, que certamente nos identificaremos bastante: Pedro.

Aprender a crer: vocação de Pedro e dom da fé

O momento em que Pedro começa o seu aprendizado é o encontro no lago de Genesaré, onde Jesus realiza o milagre da pesca e o convida a segui-Lo (ver. Lc 5, 1-11).

Crer nem sempre é fácil. É preciso ter valor e pedir ao Espírito Santo que nos dê a luz, especialmente nos momentos em que não enxergo bem.

A fé de Pedro é colocada à prova e ele experimentará uma tristeza enorme no momento mais terrível de sua vida: a traição a Jesus. Aquele que tinha uma fé aparentemente inabalável, que dizia que nunca abandonaria o mestre (mesmo que precisasse morrer), se depara com sua miséria e pequenez e abandona Jesus no momento em que Ele mais precisava dele.

Pedro olha para Jesus e nesse olhar descobre o horror de sua traição e toda a sua miséria, mas ao mesmo tempo percebe que não está condenado, que a misericórdia do Senhor é infinita e que existe para ele a esperança de levantar-se e ser salvo. Afunda-se em lágrimas e com isso começa a purificar o seu coração. Sua sorte foi aceitar cruzar o seu olhar com o de Jesus. Diferente de Judas, que deixou-se levar pelo desespero…

Uma mudança decisiva aconteceu na vida de Pedro: passou da confiança em si mesmo à confiança em Deus, da presunção à esperança.

Aprendemos a esperar quando somos radicalmente pobres, quando reconhecemos que somos débeis e frágeis, quando a nossa confiança está muito mais em Deus do que em nós mesmos: “Bem-aventurados os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. (Mt 5, 3)

Uma oração de esperança que podemos rezar todos os dias é a seguinte: o que eu não sou capaz de fazer por minhas próprias forças, espero de Ti, meu Deus, não em virtude dos meus méritos, já que não possuo nenhum, mas em virtude de Tua grande misericórdia.

Aprender a amar: Pentecostes e o dom da caridade

Pentecostes foi para Pedro e os outros discípulos uma grande efusão do Espírito, que encheu os seus corações da presença divina e os uniu intimamente a Cristo e tendo como um dos frutos mais belos a valentia para amar.

Pedro recebe uma força do alto, a força da caridade que o impulsiona a dar testemunho de Deus diante dos homens, sem medo, inclusive alegrando-se por sofrer por Cristo (At 5,41). Esse amor é levado ao extremo. Ele dá a vida por Cristo e o Evangelho crucificado de cabeça para baixo. Um Pedro muito diferente do da Paixão…

O amor, como nos fala São Paulo é a mais importante das virtudes. “À tarde te examinarão no amor”, dizia São João da Cruz. Das três virtudes a única que nos acompanhará no céu é o amor. A fé será substituída pela visão, a esperança pela posse, mas o amor permanece para sempre e em plenitude.

Como aprender a amar cada dia mais? Rezando e servindo. Ser ao mesmo tempo Marta e Maria.

Na oração entramos mais em contato com Deus e com o nosso interior e somos transformados por Ele para amarmos de verdade. E esse amor faz-se concreto no serviço. Reze e sirva mais e verá como o seu coração será grande e já não terá muito espaço para outras coisas: mágoas, egoísmos, inveja, etc. O amor cura tudo!

Uma oração para crescer no amor: Ó Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso!

Crer, esperar e amar com Maria

Ao longo da meditação, vimos algumas pistas de como aprender a crer, esperar e amar. O modelo mais seguro para seguirmos é Maria. Ela viveu essas virtudes em plenitude. Ela estará sempre presente quando nos falte a fé, esperança e a caridade.

Peçamos a Maria que nos ensine e acompanhe no crescimento destas três virtudes, para que cada dia sejamos semelhantes ao seu Filho.

 

 

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