Papa Francisco oferece 3 conselhos para um matrimônio feliz

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Papa Francisco oferece 3 conselhos para um matrimônio feliz

Antes de recolher-se para sua segunda noite em Cracóvia, o Papa Francisco voltou a saudar os fiéis que o esperavam na frente do balcão do Arcebispado de Cracóvia e deu aos jovens três conselhos para cuidar e proteger o matrimônio.

papa-jovens-grupoO Papa explicou que quem se casa o faz porque tem a “coragem” de fazê-lo e animou os que já estão casados há mais tempo, os recém casados e os que ainda se preparam para o matrimônio, a considerar diariamente três “palavras”: Com licença, obrigado e perdão.

A seguir a íntegra das palavras do Santo Padre:

Dizem-me que há muitos de vocês que entendem o espanhol, assim vou falar em espanhol. Também me dizem que hoje há um bom grupo aqui nesta praça de recém casados e esposos jovens.

Eu quando encontro alguém que se casa, um jovem que se casa, uma moça que se casa, digo-lhes que são corajosos porque não é fácil formar uma família, não é fácil comprometer a vida para sempre, é preciso ter coragem e os felicito porque vocês têm coragem.

Às vezes me perguntam como fazer para que a família vá sempre adiante e supere as dificuldades. Eu lhes sugiro que pratique sempre três palavras, três palavras que expressam três atitudes: três palavras que os podem ajudar a viver a vida do matrimônio porque na vida do matrimônio há dificuldades.

O matrimônio é algo tão lindo, tão formoso, que temos que cuidá-lo porque é para sempre e as três palavras para isso são: com licença, obrigado e perdão.

1.- Com licença: Sempre perguntar ao cônjuge, a mulher ao marido e o marido à mulher: O que você acha, parece-lhe bem que façamos isto? Com licença… Nunca atropelar….

2- Segunda palavra: ser agradecidos. Quantas vezes o marido tem que dizer à mulher, obrigado; e quantas vezes a esposa têm que dizer ao marido, obrigado. Agradecer-se mutuamente porque o sacramento do matrimônio confere os esposos um ao outro. E esta relação sacramental se mantém com este sentimento de gratidão… Obrigado…

3.- A terceira palavra é perdão: É uma palavra muito difícil de pronunciar. No matrimônio sempre, ou o marido ou a mulher sempre têm algum erro. Saber reconhecê-lo e pedir desculpas, pedir perdão, faz muito bem.

Há jovens famílias, recém casados, muitos que já estão casados, outros estão por casar-se. Recordem estas três palavras que ajudarão tanto à vida matrimonial: Com licença, obrigado, perdão. Repitamos juntos: Com licença, obrigado, perdão. Mais forte, todos: Com licença, obrigado, perdão.

Bom, tudo isto é muito lindo, é muito lindo dizê-lo na vida matrimonial, mas sempre há na vida matrimonial problemas ou discussões. É habitual e acontece que o marido e a esposa discutem, elevem a voz, briguem.

E que às vezes voem os pratos (risadas), mas não se assustem quando acontece isto, dou-lhes um conselho, nunca terminem o dia sem fazer as pazes

E sabem por que? Porque a guerra fria ao dia seguinte é muito perigosa. ‘E como tenho que fazer Padre, para fazer a paz?’ Pode perguntar algum de vocês. Não precisa um discurso, basta um gesto (O Papa se toca a cara duas vezes e o repete), e se acabou, já parece a paz. Quando há amor um gesto ajeita tudo.

Convido-os antes de receber a bênção, a rezar por todas as famílias aqui presentes, pelos recém casados, pelos casados há mais tempo e que conhecem tudo isto que lhes disse, e pelos que vão se casar.

Rezemos juntos uma Ave Maria, cada um em sua língua.

Abençoe-vos o Deus onipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. E rezem por mim, de verdade rezem por mim.

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Deus salva sendo pequeno e próximo

papa_missa-na-poloniaPapa na homilia, enfatizou três características de Deus e de Maria

O Papa Francisco presidiu na manhã desta quinta-feira, 28, a primeira Missa em terras polonesas, no Santuário mariano de Jasna Gora, em Czestochowa. Chegando de papamóvel, saudou uma dezena de pessoas doentes e cadeirantes que o aguardavam na entrada.

Um susto logo no início da celebração: ao subir os degraus do altar, o Papa caiu, mas logo foi ajudado e pôde presidir a celebração normalmente.

Um dos lugares de culto e peregrinação mais importantes do país, o Santuário abriga a imagem da Virgem Negra, venerada por milhões de peregrinos todos os anos. Segundo a tradição católica, ela foi “pintada por São Lucas e apresenta o verdadeiro rosto de Maria”, embora especialistas assegurem que o ícone é bizantino e datado entre os séculos VI e IX.

A Virgem Negra

Antes de presidir a Missa, o Pontífice rezou brevemente na capela diante desta imagem, que apresenta algumas rachaduras provocadas por atos de vandalismo no século XV. Obedecendo uma tradição iniciada por Paulo VI, Francisco deixou à Virgem uma rosa de ouro.

Cerca de 300 mil pessoas entoavam cantos e orações no parque do Santuário, à espera do Papa. Centenas de bispos e sacerdotes de várias nacionalidades concelebraram a Missa, que recordou os 1050 anos do batismo da Polônia, a conversão do país ao cristianismo. O presidente do país, Andrzej Duda, e várias autoridades, também estavam presentes.

A Eucaristia foi celebrada em latim e polonês. A homilia do Pontífice foi lida em italiano e se concentrou em três conceitos: pequenez, proximidade e concretude de Deus e de Maria.

“Deus prefere encerrar-se no que é pequeno, ao contrário do homem que tende a querer possuir algo sempre maior. Deixar-se atrair pelo poder, a grandeza e a visibilidade é tragicamente humano; já o Senhor prefere os pequeninos, porque se opõem ao ‘estilo de vida orgulhoso’ que vem do mundo”.

Francisco também destacou que Deus é próximo, ou seja, não quer ser temido como um soberano poderoso e distante, mas gosta de caminhar com o homem. E a terceira característica é a concretude. “O Verbo se faz carne e o Eterno se comunica transcorrendo o tempo com pessoas e em situações concretas”. Nesta ótica, o Papa recordou a importância da fé na família, de pai para filho e, sobretudo, pelas mães e as avós, “a quem muito devemos agradecer”.

Maria: pequena, próxima e concreta

Depois de falar de Deus, o Papa atribuiu as mesmas características à Virgem Maria: é pequena, próxima e concreta. “Maria é a escada que Deus percorreu para descer até nós; é Ela o sinal mais claro da plenitude do tempo”.

Como explicou o Papa, Maria tem aquela pequenez amada por Deus, que pôs os olhos na humildade da sua serva e exaltou os humildes. Ela também é próxima, uma vez que ajuda o homem a descobrir o que falta à plenitude de sua vida. E por fim, a concretude. “Maria tem a peito os problemas e intervém, sabe identificar os momentos difíceis e dar-lhes remédio com discrição, eficácia e determinação. Não é patroa nem protagonista, mas Mãe e serva”.

Espelhar-se em Maria

Na conclusão da homilia, o Papa convidou todos a se espelhar na sensibilidade e imaginação de Maria ao servir quem passa necessidade, a dedicar a vida pelos outros sem preferências nem distinções, agindo na pequenez e acompanhando-os de perto, com coração simples e aberto.

JMJ

Francisco visita a Polônia por ocasião da Jornada Mundial da Juventude 2016. Antes da Missa, visitou o  Convento das Irmãs da Apresentação. Após a Missa, ele voltou para Cracóvia onde, logo mais, às 12h30 (em Brasília) participa da cerimônia de acolhida pelos jovens, no Parque Blonia.

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MISSA NOS 1050 ANOS DO BATISMO DA POLÔNIA

PapaFranciscojmj1Na primeira missa da JMJ2016 na Polônia as leituras desta Liturgia emerge um fio divino, que passa para a história humana e tece a história da salvação.

O apóstolo Paulo fala-nos do grande desígnio de Deus: «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gal 4, 4). A história, porém, diz-nos que, quando chegou esta «plenitude do tempo», isto é, quando Deus Se fez homem, a humanidade não estava particularmente preparada, nem era um período de estabilidade e de paz: não havia uma «idade de ouro». A cena deste mundo não era merecedora da vinda de Deus; antes pelo contrário, já que «os seus não O receberam» (Jo 1, 11). Assim a plenitude do tempo foi um dom de graça: Deus encheu o nosso tempo com a abundância da sua misericórdia; por puro amor – por puro amor –, inaugurou a plenitude do tempo.

Impressiona, sobretudo, o modo como se realiza a entrada de Deus na história: «nascido de uma mulher». Não há qualquer entrada triunfal, qualquer manifestação imponente do Todo-Poderoso. Não Se manifesta como um sol ofuscante, mas entra no mundo da forma mais simples, chega como uma criança através da mãe, com aquele estilo de que nos fala a Sagrada Escritura: como a chuva sobre a terra (cf. Is 55, 10), como a menor das sementes que germina e cresce (cf. Mc 4, 31-32). Assim – ao contrário do que esperaríamos e talvez quiséssemos – o Reino de Deus, hoje como então, «não vem de maneira ostensiva» (Lc 17, 20), mas na pequenez, na humildade.

O Evangelho de hoje retoma este fio divino que atravessa delicadamente a história: da plenitude do tempo passamos ao «terceiro dia» do ministério de Jesus (cf. Jo 2, 1) e ao anúncio da «hora» da salvação (cf. v. 4). O tempo restringe-se, e a manifestação de Deus acontece sempre na pequenez. Assim «Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos» (v. 11), em Caná da Galileia. Não há um gesto estrondoso realizado diante da multidão, nem uma intervenção que resolva um problema político flagrante, como a subjugação do povo à dominação romana. Pelo contrário, numa pequena aldeia, tem lugar um milagre simples, que alegra o casamento duma jovem família, completamente anónima. E contudo a água transformada em vinho na festa de núpcias é um grande sinal, porque revela o rosto esponsal de Deus, de um Deus que Se põe à mesa connosco, que sonha e realiza a comunhão connosco. Diz-nos que o Senhor não Se mantém à distância, mas é vizinho e concreto, está no nosso meio e cuida de nós, sem decidir em nosso lugar nem Se ocupar de questões de poder. De facto prefere encerrar-Se no que é pequeno, ao contrário do homem que tende a querer possuir algo sempre maior. Deixar-se atrair pelo poder, a grandeza e a visibilidade é tragicamente humano, resultando uma grande tentação que procura insinuar-se por todo o lado. Ao passo que é requintadamente divino dar-se aos outros, eliminando as distâncias, permanecendo na pequenez e habitando concretamente a quotidianidade.

Por conseguinte, Deus salva-nos fazendo-Se pequeno, vizinho e concreto. Antes de mais nada, Deus faz-Sepequeno. O Senhor, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), prefere os pequeninos, a quem é revelado o Reino de Deus (cf. Mt 11, 25); são grandes a seus olhos e, sobre eles, pousa o seu olhar (cf. Is 66, 2). Prefere-os, porque se opõem àquele «estilo de vida orgulhoso» que vem do mundo (cf. 1 Jo 2, 16). Os pequenos falam a mesma língua d’Ele: o amor humilde que os torna livres. Por isso, Jesus chama pessoas simples e disponíveis para serem seus porta-vozes, e confia-lhes a revelação do seu nome e os segredos do seu Coração. Pensemos em tantos filhos e filhas do vosso povo: nos mártires, que fizeram resplandecer a força desarmada do Evangelho; nas pessoas simples, e todavia extraordinárias, que souberam testemunhar o amor do Senhor no meio de grandes provações; nos arautos mansos e fortes da Misericórdia, como São João Paulo II e Santa Faustina. Através destes «canais» do seu amor, o Senhor fez chegar dons inestimáveis a toda a Igreja e à humanidade inteira. E é significativo que este aniversário do Batismo do vosso povo tenha coincidido precisamente com o Jubileu da Misericórdia.

Além disso, Deus é vizinho, o seu Reino está próximo (cf. Mc 1, 15): o Senhor não quer ser temido como um soberano poderoso e distante, não quer permanecer num trono celeste ou nos livros da história, mas gosta de mergulhar nas nossas vicissitudes de cada dia, para caminhar connosco. Ao pensarmos no dom dum milénio abundante de fé, é bom antes de tudo dar graças a Deus, que caminhou com o vosso povo, tomando-o pela mão – como faz um papá com o seu menino –, e acompanhando-o em tantas situações. Isto mesmo é o que nós, também enquanto Igreja, sempre somos chamados a fazer: ouvir, envolver-se e tornar-se vizinho, partilhando as alegrias e as canseiras das pessoas, de modo que o Evangelho se comunique da forma mais coerente e frutuosa, ou seja, por irradiação positiva, através da transparência da vida.

Por fim, Deus é concreto. Das leituras de hoje sobressai que tudo, na ação de Deus, é concreto: a Sabedoria divina age «como arquiteto» e «brinca» (cf. Prv 8, 30), o Verbo faz-Se carne, nasce duma mãe, nasce sob o domínio da Lei (cf. Gal 4, 4), tem amigos e participa numa festa: o Eterno comunica-Se transcorrendo o tempo com pessoas e em situações concretas. Também a vossa história, permeada de Evangelho, Cruz e fidelidade à Igreja, regista o contágio positivo duma fé genuína, transmitida de família para família, de pai para filho e, sobretudo, pelas mães e as avós, a quem muito devemos agradecer. De modo particular, pudestes palpar a ternura concreta e providente da Mãe de todos, que vim aqui venerar como peregrino e que saudamos, no Salmo, como «a honra do nosso povo» (Jdt 15, 9).

É precisamente para Ela que nós, aqui reunidos, levantamos o olhar. Em Maria, encontramos a plena correspondência ao Senhor: e assim, na história, entrelaça-se com o fio divino um «fio mariano». Se existe qualquer glória humana, qualquer mérito nosso na plenitude do tempo, é Ela: é Ela aquele espaço, preservado liberto do mal, onde Deus Se espelhou; é Ela a escada que Deus percorreu para descer até nós e fazer-Se vizinho e concreto; é Ela o sinal mais claro da plenitude do tempo.

Na vida de Maria, admiramos esta pequenez amada por Deus, que «pôs os olhos na humildade da sua serva» e «exaltou os humildes» (Lc 1, 48.52). E nisso tanto Se deleitou, que d’Ela Se deixou tecer a carne, de modo que a Virgem Se tornou Progenitora de Deus, como proclama um hino muito antigo que há séculos vós Lhe cantais. A vós que ininterruptamente vindes ter com Ela, acorrendo a esta capital espiritual do país, continue a Virgem Mãe a mostrar o caminho e vos ajude a tecer na vida a teia humilde e simples do Evangelho.

Em Caná, como aqui em Jasna Góra, Maria oferece-nos a sua proximidade e ajuda-nos a descobrir o que falta à plenitude da vida. Hoje, como então, fá-lo com solicitude de Mãe, com a presença e o bom conselho, ensinando-nos a evitar arbítrios e murmurações nas nossas comunidades. Como Mãe de família, quer-nos guardar juntos, todos juntos. O caminho do vosso povo superou, na unidade, tantos momentos duros; que a Mãe, forte ao pé da cruz e perseverante na oração com os discípulos à espera do Espírito Santo, infunda o desejo de ultrapassar as injustiças e as feridas do passado e criar comunhão com todos, sem nunca ceder à tentação de se isolar e impor.

Nossa Senhora, em Caná, mostrou-Se muito concreta: é uma Mãe que tem a peito os problemas e intervém, que sabe individuar os momentos difíceis e dar-lhes remédio com discrição, eficácia e determinação. Não é patroa nem protagonista, mas Mãe e serva. Peçamos a graça de assumir a sua sensibilidade, a sua imaginação ao servir quem passa necessidade, a beleza de gastar a vida pelos outros, sem preferências nem distinções. Que Ela, causa da nossa alegria e portadora da paz por entre a abundância do pecado e as turbulências da história, nos obtenha a superabundância do Espírito para sermos servos bons e fiéis.

Pela sua intercessão, que se renove, também para nós, a plenitude do tempo. De pouco serve a passagem do antes ao depois de Cristo, se permanece uma data nos anais da história. Possa realizar-se, para todos e cada um, uma passagem interior, uma Páscoa do coração para o estilo divino encarnado por Maria: agir na pequenez e acompanhar de perto, com coração simples e aberto.

Fonte: Vaticano

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JMJ2016: Papa inicia viagem à Polónia ao encontro de jovens

PapaFranciscoJMJ_2016

O Papa vai iniciar hoje uma visita de cinco dias à Polónia, que inclui passagens pelos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, bem como a participação na 31ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

A 15ª viagem do pontificado e primeira viagem do Papa Francisco à Polónia, em toda a sua vida, decorre a partir das 16h00 (hora polaca, menos uma em Lisboa), tendo como primeiro compromisso oficial um encontro com o presidente da República da Polónia, Andrzej Duda, e outras autoridades políticas no Castelo de Wawel, coração histórico da cidade.

Segue-se a reunião privada com a Conferência Episcopal Polaca e um momento de oração na Catedral de Cracóvia, antes de pernoitar na sede da arquidiocese, onde o Papa vai aparecer à janela para cumprimentar a multidão (20h00).

Na quinta-feira destaca-se a a Missa que Francisco irá celebrar na área do Santuário Mariano de Czestochowa, perante centenas de milhares de pessoas, por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia, após um percurso em helicóptero.

Neste mesmo dia, o Papa vai saudar os participantes da 31.ª JMJ, durante um encontro no Parque de Blonia, um dos maiores da Europa, onde entra simbolicamente num carro elétrico “ecológico”, acompanhado por jovens com deficiência, explicou o porta-voz do Vaticano.

Próximo daquele local, vai ser montada uma “Área da Reconciliação”, com centenas de confessionários abertos aos jovens que queiram confessar-se, e também uma tenda para a adoração ao Santíssimo Sacramento.

A visita aos antigos campos de concentração nazis está marcada para a manhã de sexta-feira, a partir das 09h30 locais (menos uma em Lisboa), com duração prevista de duas horas.

Durante a sua permanência no local, o Papa rezará junto ao chamado “muro da morte”, no Bloco 11, e na cela de São Maximiliano Kolbe, precisamente 75 anos depois da sua condenação à morte.

Francisco vai encontrar-se com 10 sobreviventes do Holocausto e 25 ‘justos entre as nações’ – pessoas que ajudaram judeus a fugir do regime nazi -, além de percorrer a pé o monumento internacional às vítimas do campo.

A cerimônia incluiu a homenagem a uma família católica – em processo de beatificação – que foi “exterminada” por ter ajudado judeus, adiantou o padre Federico Lombardi, em conferência de imprensa.

João Paulo II e Bento XVI visitaram Auschwitz em 1979 e 2006, respetivamente.

Ao regressar da viagem à Armênia, em junho, Francisco manifestou aos jornalistas a sua intenção de rezar “em silêncio” no campo de concentração de Auschwitz, considerando-o “um lugar de horror”.

“Sozinho, entrar e rezar para que o Senhor me dê a graça de chorar”, adiantou.

A agenda de dia 29 inclui uma visita ao Hospital Pediátrico Universitário (UCH) de Prokocim, de Cracóvia, e uma Via-Sacra com os jovens no Parque de Blonia, em que as várias estações vão ser centradas nas 14 Obras de Misericórdia.

No dia 30, o programa de Francisco na Polónia inclui uma visita ao Santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia, e ao Santuário de São João Paulo II, onde celebrará uma Missa com sacerdotes e consagrados de toda a Polónia.

O Papa vai confessar cinco jovens, em representação de todos os continentes.

O horário que foi delineado prevê ainda um almoço com 12 jovens, na sede da Arquidiocese de Cracóvia.

A JMJ 2016 termina em Brzegi, num “Campus da Misericórdia” com mais de 200 hectares e onde decorrerão a vigília e a Missa conclusiva do evento, que deverá ser acompanhada por cerca de 2 milhões de pessoas.

Durante a vigília, jovens de vários países vão ter oportunidade de expressar ao Papa as suas preocupações e dificuldades.

Em relação às questões levantadas nos últimos dias sobre a segurança no evento, o porta-voz do Vaticano assinalou que se vive na Polónia um clima de “normalidade e de tranquilidade”, sem “preocupações particulares”.

A 31.ª JMJ tem como tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” e conta com a participação de cerca de sete mil jovens portugueses.

Veja o que disse um dos jovens: Luís Fernandes está em Cracóvia para carregar baterias. “É aqui que conseguimos sentir mais força, para mais dois ou três anos. É aqui que vimos receber este calor da fé, do convívio, do testemunharmos juntos, para repensar a nossa vida e a ação da Igreja”,  a partir de Cracóvia, onde está para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

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O que é a JMJ ?

O que é a Jornada Mundial da Juventude?

A JMJ é um evento criado por São João Paulo II, em 1986, que reúne jovens católicos de todo o mundo. Tem o intuito de celebrar a fé em Jesus Cristo e mostrar o rosto jovem da Igreja. A maior reunião de jovens católicos do mundo tem atravessado gerações e fronteiras, e reunindo pessoas dos quatro cantos do planeta.

Como surgiu?

JMJ_papaDois eventos importantes marcaram a história inicial da JMJ: o Jubileu dos jovens em Roma para o Ano Santo da Redenção, em 1984, quando João Paulo II entregou a cruz aos jovens em 22 de abril.

Em 1985, aconteceu o Encontro Mundial dos Jovens, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, proclamado pela ONU. O Papa João Paulo II dedicou então uma Carta Apostólica aos Jovens, convidando-os para mais um encontro em Roma: a primeira Jornada Mundial da Juventude, em 1986.

Em 1987, o saudoso Pontífice polonês convocou os jovens a um encontro em Buenos Aires, tornando a JMJ um encontro de peregrinação internacional. Nesta edição, João Paulo II reafirmou o que vinha dizendo aos jovens desde o início de seu pontificado: “Vós sois a esperança da Igreja, vós sois a minha esperança”.

Curiosidades

Uma jornada especial foi a de Czestochowa, em 1991, a primeira edição depois da queda do Muro de Berlim, na qual jovens vindos de dois blocos separados e hostis (oriente e ocidente) puderam, finalmente, celebrar de mãos dadas a fé em Jesus Cristo.

A Jornada de 2000 também foi especial. Mais de 2 milhões de jovens foram a Roma para celebrar o Jubileu da Igreja. Essa edição ficou marcada pela espontaneidade de João Paulo II na vigília de Tor Vergata, que cantou e se animou com os jovens.

A Espanha foi o primeiro país a organizar, duas vezes, duas Jornadas com o mesmo anfitrião: Dom Rouco Varela. Ele era arcebispo de Santiago de Compostela na Jornada de 1989 e Cardeal de Madrid na Jornada de 2011.

Também em Madrid, mais de 700 mil exemplares do Youcat, o catecismo jovem da Igreja Católica, foram distribuídos, em seis línguas.

Rompendo barreiras: em 1985, um grupo de jovens alemães conseguiu a “Cruz dos Jovens” para além da “Cortina de Ferro”, em Praga, Tchecoslováquia, um dos países mais fechados da época. A “Cruz da JMJ” tornou-se assim o símbolo da comunhão com o Papa e sinal de que não há portas fechadas para o Evangelho.

O Ícone de Nossa Senhora, segundo símbolo da JMJ, foi dado aos jovens por São João Paulo II, em 2003. Desde então, o Ícone – uma cópia fiel de um antiquíssimo ícone encontrado na Basílica de Santa Maria Maior – tem acompanhado a Cruz em suas peregrinações.

As duas maiores Jornadas, em termos de públicos, aconteceram sob temas missionários: Em Manila, “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” ( Jo 20,21 ) e no Brasil, “Ide e fazei discípulos entre as nações!” (Mt 28,19).

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