Não se afaste de Deus!

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Não se afaste de Deus!

Independente de nossos pecados, não nos afastemos de Deus!

A Palavra meditada está em I Samuel 12,20-25:
Samuel disse então ao povo: “Não tenhais medo! É verdade que cometestes um grande erro. Somente não vos afasteis do Senhor, mas servi-o de todo o coração. E não vos desvieis para entregar-vos a ídolos de nada, sem utilidade e incapazes de salvar, pois nada são. Certamente, o Senhor não se esquecerá do seu povo, em consideração a seu grande nome, pois o Senhor decidiu fazer de vós o seu povo. Quanto a mim, longe de mim que eu venha a pecar contra o Senhor deixando de orar por vós e de vos mostrar o caminho bom e reto. Temei somente ao Senhor e servi-o na verdade e de todo o coração, pois vistes as coisas grandiosas que realizou entre vós. Mas se perseverardes no mal, vós e o vosso rei perecereis”.

O pecado nos afasta de Deus, e à medida que ficamos longe d’Ele, o medo se apodera do nosso coração. Nossa ofensa ao Senhor foi grande? Não nos afastemos d’Ele, porque pecamos, mas, pelo contrário, coloquemo-nos a servi-lo de todo o coração.

Gênesis nos conta a história de Adão e Eva para compreendermos uma grande verdade, homem e mulher pecaram por sua escolha, e por vergonha de seu pecado se esconderam de Deus.

Servir ao Senhor de todo o coração

O maior erro que podemos ter nesta vida é fugirmos do Senhor. Não sabe viver quem não sabe rezar. Reza-se como se vive e vive-se como se reza. É pela oração que voltamos para Deus.

Vive mal quem tem o coração ruim. Não sabe viver quem não sabe rezar. Como é bom vermos mudança nas pessoas! Mas sem a oração a pessoa se deixa guiar pela vaidade, a qual não serve para nada.

A palavra vaidade significa vazio, e sem oração somos guiados pelo vazio. Coloquemos Deus no centro de nossa vida, para que não vivamos tristes ou sozinhos. Sem a oração não conseguimos dar boas coisas. O maligno é um estrategista e nos ataca por todos os lados.

Que posamos orar por aqueles que amamos. A oração é o momento que pedimos para Deus aquilo que nos falta. O Senhor é fiel e não permite que sejamos tentados acima de nossas forças. A tentação vem para nos desanimar.

Deus fará com que tenhamos tudo a nosso favor para suportar e vencer. A vontade de desistir está grande? Aguentemos firmes, pois somos do Senhor e Ele não se esquece de nós nem nos esquecerá.

Persevere em Deus

Com Deus podemos tudo, mas precisamos cooperar com Ele. Se Ele nos aponta um caminho e vamos para outro, de nada adianta declararmos que podemos tudo n’Aquele que nos fortalece, pois não estamos caminhando em Sua vontade. Se não nos unirmos a Deus, nossa vida se afundará.

Quem reza não é pego de surpresa pelo mal ou pelo inimigo. Escolher o mal é querer a derrota, o fracasso e a destruição. Perseverar no mal não se trata de cair no mal por descuido, mas sim por insistência de querer estar fazendo o mal.

O coração de pedra nos puxa para baixo. O que nos salvará do erro é não nos afastarmos do Senhor, pois Ele não se esquece de nós.

Márcio Mendes membro da Canção Nova

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Jesus escolhe o mais pecador dos apóstolos

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou nesta manhã de sexta-feira a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 21,15-19), em que Jesus ressuscitado conversa com Pedro à margem do lago, onde o apóstolo tinha sido chamado. É um diálogo tranquilo, sereno, entre amigos, enfatiza Francisco, na atmosfera da Ressurreição do Senhor. Jesus confia o seu rebanho a Pedro, fazendo-lhe três perguntas, perguntando se ele o ama:

“Jesus escolhe o mais pecador dos apóstolos, os outros fugiram, este renegou Ele: ‘Não o conheço’. E Jesus lhe pergunta: ‘Mas você me ama mais do que estes?’. Jesus escolhe o mais pecador”.

E foi escolhido, portanto, “o mais pecador” para “apascentar o povo de Deus. Isto nos faz pensar”, observa Francisco. Jesus pede a Pedro para apascentar o seu rebanho com amor:

“Não apascentar com a cabeça para cima, como o grande dominador, não: apascentar com humildade, com amor, como Jesus fez. Esta é a missão que Jesus dá a Pedro. Sim, com os pecados, com os erros. Tanto é assim que, logo após esse diálogo, Pedro faz um deslize, um erro, é tentado pela curiosidade e disse ao Senhor: “Mas este outro apóstolo para onde vai, o que fará?”. Mas com amor, no meio de seus erros, e seus pecados … com amor: ‘Porque essas ovelhas não são as suas ovelhas, são as minhas ovelhas’, diz o Senhor. “Ame-as. Se você é meu amigo, você tem que ser amigos delas’”.

O Papa recorda quando Pedro nega Jesus diante da serva do sumo sacerdote: está seguro em negar o Senhor como estava seguro quando tinha confessado: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Recorda o olhar de Jesus que cruza com o de Pedro, que acabara de lhe renegar. E o apóstolo, “corajoso ao renegar, é capaz de chorar amargamente”:

“E então, depois de toda uma vida servindo ao Senhor acabou como o Senhor: na cruz. Mas não se vangloria: ‘Termino como meu Senhor!’. Não, pede ele: ‘Por favor, me coloquem na cruz com a cabeça para baixo, para que pelo menos vejam que não sou o Senhor, sou o servo’. Isto é o que nós podemos tirar deste diálogo, deste diálogo tão bonito, tão sereno, tão amigável, tão pudico. Que o Senhor nos dê sempre a graça de caminhar pela vida com a cabeça para baixo: com a cabeça alta para a dignidade que Deus nos dá, mas com a cabeça para baixo, sabendo que somos pecadores e que o único Senhor é Jesus, nós somos servos”.(SP)

(from Vatican Radio)

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Papa Francisco propõe a todos a conhecer a fidelidade de Deus

O Papa Francisco falou em sua homilia na manhã de hoje sobre a aliança de Deus com Abraão: recordou que a sua vida é a história de cada homem e propôs uma tarefa para todos os fiéis.

“Eu convido vocês a tirarem, hoje, cinco minutos, dez minutos, sentados, sem rádio, sem televisão; sentados, e pensar sobre a própria história: as bênçãos e dificuldades, tudo. As graças e os pecados: tudo. E olhar ali a fidelidade daquele Deus que permaneceu fiel à sua aliança e se manteve fiel à promessa que fizera a Abraão, permaneceu fiel à salvação que prometera em Seu Filho Jesus”.

Em sua homilia, o Pontífice comentou as leituras do dia e recordou que Abraão havia perdido a esperança em ter filhos devido à sua idade e porque a sua esposa era estéril. “Quem quisesse descrever a vida de Abraão, poderia dizer: ‘É um sonhador’”.

“Colocado à prova depois de ter o filho, lhe é pedido que o ofereça em sacrifício: obedeceu e foi adiante, contra qualquer esperança. E este é o nosso pai Abraão, que vai avante, avante, e quando viu Jesus, ficou cheio de alegria. Sim: a alegria de ver que Deus não o havia enganado, que Deus é sempre fiel à sua aliança”.

A promessa de Deus consistia em fazê-lo “pai de uma multidão de nações”. “Não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão”, e hoje, “nós podemos dizer: Eu sou uma daquelas estrelas. Eu sou um grão de areia”.

Então, Francisco convidou a olhar para “as nossas raízes”, “nosso pai”, que “nos fez povo, o céu cheio de estrelas, praias cheias de grãos de areia”.

“Olhar para a história: eu não estou sozinho, eu sou um povo. Vamos juntos. A Igreja é um povo. Mas um povo sonhado por Deus, um povo que deu um pai sobre a terra que obedeceu, e temos um irmão que deu sua vida por nós, para nos tornar um povo. E assim podemos olhar para o Pai, agradecer; olhar para Jesus, agradecer; e olhar para Abraão e para nós, que somos parte do caminho”.

Ao concluir, o Pontífice disse: “Estou certo de que entre as coisas talvez ruins – porque todos nós temos, tantas coisas ruins, na vida –, se hoje fizermos isso, vamos descobrir a beleza do amor de Deus, a beleza de Sua misericórdia, a beleza da esperança. E tenho certeza que todos nós estaremos cheios de alegria”.

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Por que devo me confessar ?

Confessar-se é abrir-se à conversão

Meus irmãos, nós precisamos, continuamente, do Espírito; é uma necessidade diária. Eu preciso orar em línguas mais de uma vez ao dia. A conversão é, antes de tudo, uma obra divina que reconduz nosso coração ao Senhor: “Converte-nos a ti, Senhor, e nos converteremos” (Lm 5,21). Deus nos dá a força de recomeçar.

É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender o Senhor pelo mesmo pecado e de ser separado d’Ele. O coração humano converte-se olhando para aquele que foi transpassado por nossos erros (CIC 1432). O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna. “É uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” (cf. CIC 1849). Por esse motivo, a conversão traz, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, e é isso que o Sacramento da Penitência e da Reconciliação realiza liturgicamente.

A confissão dos pecados graves e veniais

Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja; antes de tudo, para aqueles que, depois do batismo, cometeram pecado grave e, com isso, perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e de recobrar a graça da justificação (CIC 1446).

Comete-se um pecado grave quando, mesmo conhecendo a lei de Deus, pratica-se uma ação voluntariamente contra as normas prescritas nos dez mandamentos (cf. CIC 1857-1861). O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem d’Ele, que é seu fim último e sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. […]

O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da reconciliação (CIC 1855, 1856).

A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos” (CIC, 1456).

Por que me confessar?

Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves. Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (cf. CDC, 916; cf. CIC, 1457).

“Procurai o Senhor enquanto é possível encontrá-lo, chamai por Ele, agora que está perto. Que o malvado abandone o mau caminho, que o perverso mude seus planos, cada um se volte para o Senhor, que vai ter compaixão, retorne para o nosso Deus, imenso no perdoar, pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são os meus – oráculo do Senhor” (Is 55,6-8).

“Lâmpada para meus passos é tua palavra e luz no meu caminho” (Sl 118,105).
O pecado venial (pecado ou falta leve), mesmo não rompendo a comunhão com Deus, “enfraquece a caridade, traduz uma afeição desordenada pelos bens criados, impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal” ( CIC, 1863).

Por isso, a Igreja vivamente recomenda a confissão frequente desses pecados cotidianos (CDC 988). A confissão regular dos pecados veniais ajuda-nos a formar nossa consciência, a lutar contra nossas más inclinações, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo mais frequentemente, por meio deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (cf. LG 40,42; CIC, 1458).

“Mesmo se a Igreja não nos obriga à confissão frequente, a negligência em recorrer a ela é pelo menos uma imperfeição e pode tornar-se até um pecado, pois a confissão frequente é o único meio para o cristão evitar o pecado grave” (Sto. Afonso de Liguori, Teol. Mor., VI, 437).

A recusa de confessar-se frequentemente é considerada uma culpa grave. Permanecer nessa condição voluntariamente é uma culpa grave contra a prudência e contra a caridade devida a Deus e a si mesmo.

Trecho retirado do livro: Confessar-se como e por quê?

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Jesus entende as fraquezas do ser humano

Jesus entende as fraquezas do ser humano, porque Ele se fez homem e assemelhou-se a nós em tudo, menos no pecado

A Palavra meditada está em Hebreus 4,14-16:
“Quanto a nós, temos um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na profissão da fé. De fato, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, sem todavia pecar. Aproximemo-nos, então, seguros e confiantes, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça do auxílio no momento oportuno.” 

No Antigo Testamento, quando o povo pecava e ofendia o coração de Deus, o sacerdote, no templo, oferecia um sacrifício para a reparação do pecado cometido por aqueles homens. Os sacerdotes eram pessoas escolhidas pelo Senhor, mas também como nós, esses homens eram limitados e cheios de pecado.

Deus enviou Seu Filho, feito Homem, tudo semelhante a nós, menos no pecado, como sacrifício para a reparação de nossas faltas. Jesus sentiu o que o ser humano sente, Ele foi gente! Aprendeu a andar, falar, foi tentado, chorou, sorriu, amou, só não pecou. Por isso, Cristo é esse Advogado, que sabe o que passamos e nos compreende, porque se fez homem e entende das fraquezas humanas. Ele sabe que, muitas vezes, não temos força para resistir às tentações.

Nós temos um sumo sacerdote que penetrou o Céu e, diante de Deus, roga para que permaneçamos firmes em nossa fé. Jesus é sensível às nossas fraquezas. O amor de Deus cobre a nossa multidão de pecados. Quando o Pai vê o limite do ser humano, Ele nos cobre com Seu amor. Deixemos o Senhor vencer! Não é tempo de resistirmos a esse amor.

Quantos passam uma vida tentando fugir de Deus, por causa dos pecados que cometeram há anos! O Senhor sabe o que fizemos, conhece nossas fraquezas e, por isso, não nos condena, mas nos cobre de amor.

Durante trinta e três anos, o Senhor experimentou na pele o que é ser humano. Ele foi julgado, humilhado, sofreu perseguições e, por isso, entende-nos. O amor do Senhor cobre uma multidão de pecados do nosso passado. A misericórdia de Deus nos abraça! Ele quer nos trazer para junto d’Ele.

Qual é o momento da nossa vida? É o fundo do poço? Estamos vivendo uma grande felicidade? Passando por situações de falência? Qual é o momento oportuno pelo qual passamos? Aproximemo-nos com fé do trono da graça, para que alcancemos misericórdia. Independente do que vivemos, é a hora de retornarmos para Deus!

Dunga Canção Nova

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