Todos os santos

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Todos os santos

Dia de todos os santos

Hoje, na solenidade de todos os santos, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

No Apocalipse, São João teve esta visão: “E vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as gentes e tribos e povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e palmas nas mãos” (Ap 7,14)…” A Igreja já canonizou mais de vinte mil santos, mas há certamente muito mais que esse número.

Na Santa Missa desse dia a Igreja propõe a leitura do Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5), pois elas espelham a vida dos santos: os pobres de espírito, os mansos, os que sofrem, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça e  todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa e da humilhação. Os que colocam toda a sua confiança em Deus e sabem que sozinhos nada podem.

Os santos são a força mais poderosa da Igreja, foram eles que levaram a evangelização até os confins da terra; sofreram os martírios, esvaziaram-se de si mesmos para em tudo fazer a vontade de Deus.

O Papa João Paulo disse certa vez que “a santidade é a força mais poderosa para levar os homens a Cristo”. A História da Igreja confirma essas palavras; mesmo sem usar um rádio, tv ou internet, os grandes santos abalaram o mundo com suas vidas; assim foi, por exemplo, Santo Antão no deserto do Egito; São Francisco na Itália, Santa Teresa de Ávila na Espanha, Santo Estevão na Hungria, Santa Isabel em Portugal, Santa Teresinha e Santa Joana D´Arc na França e Santo Frei Galvão no Brasil. João Paulo II disse que “a Igreja não precisa de reformadores, precisa de santos”.

Todos os batizados são chamados a serem santos, e a Igreja existe para nos levar à santidade. Ela nos oferece os meios adequados para isso: os sacramentos, a Palavra de Deus, a oração, o jejum, a esmola, etc. A Carta aos Hebreus diz que “sem a santidade ninguém pode ver o Senhor”. Por isso, muitas almas precisam passar pelo Purgatório para adquirir a santidade plena para entrar na comunhão com Deus.

A origem da festa de todos os santos vem desde o século IV, onde se celebrava em Antioquia festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.

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O que os santos têm a ensinar sobre a educação dos filhos?

Os santos e doutores da Igreja têm algo a dizer sobre a educação das crianças e jovens em pleno Século XXI? A editora Katechesis aposta que sim e por isso vem publicando obras que buscam trazer os ensinamentos de grandes mestres da espiritualidade para ajudar os pais católicos na sua missão.

O primeiro desses livros é o clássico “A Educação dos Filhos”, uma coletânea que agrupa conselhos para os pais vindos de Santo Antônio Maria Claret, Santa Teresa de Ávila e São João Crisóstomo.

A obra reúne nove aconselhamentos de fé e amor, que levam à reflexão, instrução e correção para o estado de vida dos filhos. Mas, segundo ressalta o educador Felipe Nery Martins Neto, Diretor da Editora Katechesis, este livro “não é um código e nem um manual, uma receita de bolo que deve ser executada em alguma situação ou circunstância da vida em família”.

Em um mundo marcado pelo vazio de sentido e carência de uma sólida educação religiosa, os pais se preocupam com os vários caminhos que os filhos são seduzidos a trilhar na medida em que vão crescendo. Com isso, a responsabilidade de educar se torna não apenas um dever, mas uma tarefa árdua e que requer perseverança. Diante dessa realidade, o livro traz direcionamentos e instruções para que os filhos possam encontrar o caminho que leva a Deus, o chamado à fé, diferentemente da educação usual e formal recebida nas escolas.

Trata-se de uma obra que “instiga os pais para que bebam da fonte que é o próprio Espírito Santo e, sendo assim, encontrem a resposta”, indica o Prof. Nery.

Outro livro que traz as contribuições de São João Crisóstomo é “Da Vanglória e da Educação do Filhos”, no qual o santo expõe que a causa de todos os males é que meninos e meninas são educadas com o princípio da vanglória, o contrário da humildade.

Dessa forma, ressalta que uma educação rasa e superficial, em que os pais se preocupam em adornar e vestir os filhos com roupas de ouro e um amor apegado às riquezas, tem como resultado o detrimento de uma educação pura, em que os valores, a moral cristã e a lei são sequestrados e impedidos de formarem uma identidade sadia e virtuosa.

Em um dos capítulos, São João Crisóstomo enfatiza a importância de os pais acompanharem seus filhos à Igreja, para que aprendam a rezar com empenho e devoção.

“Se desde a primeira infância carecem as crianças de mestres, que será delas? Se alguns, educados e instruídos desde o ventre materno até a velhice, não conseguem triunfar, que males serão capazes de cometer os que nunca foram educados? O certo é que todas as pessoas se esforçam para que seus filhos se instruam nas artes, nas letras e na eloquência, mas a ninguém ocorre pensar em como exercitar sua alma. Portanto, não cesso de vos exortar, rogando-vos e suplicando-vos que, antes de qualquer coisa, eduqueis bem os vossos filhos. Se tendes consideração por vossos filhos, aqui o haveis de mostrar”, afirma o santo.

Por fim, a editora Katechesis apresenta “Filhos e Pais – Sabedoria e orientação para os pais”, uma obra mais contemporânea, com as palavras e ensinamentos de conselhos de Dom Fulton Sheen, um dos mais admirados bispos da Igreja Católica dos Estados Unidos do século XX e que, em 2012, teve reconhecida por decreto do Papa Bento XVI uma vida de virtudes heroicas.

Para o Prelado, uma das mais sérias ameaças no relacionamento entre pais e filhos é a permissividade. Dom Fulton Sheen considerava que “todos os pais que se eximem de exercer controle e disciplina inteligentes sobre seus filhos são pragas sociais muito antes de seus filhos se tornarem delinquentes”.

Na obra, o Bispo reconhece que existem deveres dos filhos para com os pais e vice-versa, bem como dois tipos de disciplina ou “treinamento”, um externo que está ligado à regra e outro interno, relacionado à razão e à consciência, ambos em sintonia com a obediência.

Dom Fulton Sheen explica ainda que a autoridade excessiva sempre tem origem em um falso conceito de autoridade. “O líder que está seguro de sua posição não precisa realizar demonstrações extremas de autoridade”, diz ele.

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